NOTÍCIAS

Fiat Toro Freedom 4X4: superando a crise

Foto: Isabel Almeida / Carta Z Notícias

A Fiat Toro tinha tudo para ser a picape certa, na hora errada. Lançada em meio ao turbilhão da crise do setor automotivo brasileiro, era pouco provável que fizesse sucesso rápido. Os números, no entanto, provam exatamente o contrário.

Com 20.056 unidades vendidas desde o seu lançamento, o modelo emplacou uma média de 3.343 unidades por mês, um pouco abaixo da estimativa inicial de Fiat, de 4 mil unidades/mês. Média que, caso se mantenha, fará a picape assumir a vice-liderança do segmento de comerciais leves, perdendo apenas para a Fiat Strada.

Foto: Isabel Almeida / Carta Z Notícias

Dessas 20.056 unidades comercializadas, 50% são da motorização diesel, com capacidade para uma tonelada de carga. Neste nicho, a versão Freedom 4×4 alia a potência do motor a diesel com o câmbio manual de seis marchas. É a opção intermediária movida a diesel entre a versão topo de linha Volcano e a Freedom de entrada.

Entre seus atrativos, capacidade de carga de modelo médio e o porte menor que lhe proporciona mais agilidade em grandes centros urbanos, em comparação com as atuais picapes médias, que cresceram conforme o tempo e as sucessivas atualizações.

Foto: Isabel Almeida / Carta Z Notícias

A versão Freedom é dividida em duas variantes. A primeira é equipada com câmbio manual de seis marchas e tração 4X2. A segunda traz o mesmo câmbio manual de seis marchas, mas com a opção de tração 4X4. A diferença de ambas é, basicamente, o seletor de tração no console central.

O motor é o mesmo 2.0 turbodiesel que equipa as configurações mais caras do Jeep Renegade. Ele trabalha em conjunto com uma transmissão manual de seis marchas e opção de tração 4X4. São 170 cv de potência e 35,7 kgfm de torque máximo, já disponível em 1.750 giros.

Foto: Isabel Almeida / Carta Z Notícias

O diferencial da Fiat Toro começa pela estrutura em monobloco, assim como os automóveis de passeio. São 4,92 metros de comprimento, 1,84 m de largura e 1,75 metros de altura, sobre a mesma plataforma utilizada no Jeep Renegade.

A versão Freedom 4X4 equipada com câmbio manual custa a partir de R$ 105.570. No entanto, quando equipada como a versão avaliada, seu preço pula para R$ 124.709, quase R$ 20 mil a mais no fim das contas. Essa diferença é restrita a equipamentos que visam melhorar a comodidade e o visual do modelo.

Foto: Isabel Almeida / Carta Z Notícias

Encarecem a conta final o teto solar elétrico, o kit tecnológico que adiciona ar condicionado digital dualzone, câmara de ré, volante em couro, central multimídia com tela de 5” touchscreen e navegador GPS, o kit safety que traz airbags de joelho, laterais e de janela, além de sensor de pressão dos pneus, bancos parcialmente revestidos em couro e as rodas de liga leve e 17 polegadas.

Impressões ao dirigir

Sopro de Fôlego

A posição de guiar da Toro lembra a de um utilitário esportivo. O assento é elevado, o que facilita a visibilidade no entorno, com exceção da traseira. A direção, assistida eletricamente, ajuda no trabalho de manobrar a Toro em locais mais apertados, onde a picape se sai muito bem por conta de seu tamanho mais enxuto, comparando com as picapes médias.

Foto: Isabel Almeida / Carta Z Notícias

O acerto da suspensão é bom e lembra o de um SUV compacto. Há um pouco de rolagem em curvas mais acentuadas, mas nada que comprometa a estabilidade do modelo. Mesmo com a caçamba vazia, por sua construção em monobloco, a Toro é confortável.

O já conhecido motor 2.0 turbodiesel de 170 cv sofre um pouco para movimentar a picape. Seu desempenho só fica interessante quando entra na faixa plena de torque, que acontece aos 1500 rpm. Parece pouco, mas quando carregada, a Toro sofre um pouco para sair do lugar sem vigorosas aceleradas. Em ladeiras, a situação é mais complicada ainda.

Foto: Isabel Almeida / Carta Z Notícias

O câmbio manual de seis marchas possui bom engate e escalonamento. O problema, porém, é a embreagem. O curso do pedal é estranho e faz com que seja normal o carro morrer nas primeiras vezes ao volante. A situação não melhora nem mesmo com o auxílio do assistente de partida em rampas.

Seu trunfo, sem dúvidas, é conseguir unir o espaço para carregar carga – até uma tonelada na versão equipada com motor diesel – com o espaço para carregar até três passageiros no banco traseiro. Isso tudo, sem ocupar duas vagas nas garagens cada vez mais apertadas das cidades grandes e prejudicar a dirigibilidade em trechos mais estreitos.

Fonte: O Liberal